sábado, 18 de junho de 2011

Minha ótica em foco

Consequências da insatisfação no trabalho



     A satisfação no trabalho é entendida como uma função da relação percebida entre o que um indivíduo quer de seu trabalho e o que ele percebe que está obtendo. A satisfação no trabalho é um estado de prazer emocional resultante da avaliação que um profissional faz sobre até que ponto o trabalho que desenvolve atende seus objetivos, necessidades e valores.


      O contexto de satisfação e insatisfação no trabalho são  opostos de um mesmo fenômeno, um manifestado na forma de contentamento (satisfação) e outro como sofrimento (insatisfação). O trabalho, nesta perspectiva teórica, é entendido como dinâmico, numa complexa interação entre papéis, tarefas, responsabilidades, sistemas de benéficos e recompensas, reconhecimento etc. A satisfação no trabalho é uma atitude ou resposta emocional às tarefas de trabalho assim como às condições físicas e sociais do local de trabalho e definida como o grau segundo o qual os indivíduos se sentem em relação a seu trabalho, podendo ser positivo ou negativo. (LOCKE apud BERGAMINI e CODA, 1990 apud PRADO et al)



A insatisfação no trabalho pode acarretar ao indivíduo um stress cumulativo

Assistam :

http://www.youtube.com/watch?v=VjGEjxB2zV0&NR=1

http://www.youtube.com/watch?v=VOISbtwW9Lo&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=ddXjtAcu-xA&NR=1





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CADAMURO Cézar; ROSSI Dalila; MIRANDA Helom; MATIOLI Kátia; PRADO Roberto; ROMAGNOLI Vinícius; GOMES Geni Col. Satisfação no Trabalho: Um Estudo Preliminar.


Fonte da imagem: http://ooculto.wordpress.com/2010/08/10/os-riscos-para-o-estresse-ocupacional-entre-investigadores-de-policia-na-cidade-de-sao-paulo/stress/

Minha ótica em foco

Sobre Satisfação no Trabalho



     A satisfação no trabalho é uma variável de atitude que mostra como as pessoas se setem no trabalho. No entanto a satisfafação no trabalho não é a única variável que reflete como a pessoas se setem no seu trabalho. O compromisso também auxilía nessa “análise” de sentimentos em relação ao trabalho.


     
     Existem duas abordagens ao estudo da satisfação a abordagem global, que considera a satisfação no trabalho com um sentimento único em relação ao trabalho; e a abordagem pelas facetas, que pode ser intendidas como aspectos diferentes que o trabalho pode proporcionar como prêmios, que pode ser este em espécie ou em vantagens, as outras pessoas os colegas de trabalho e as condições de trabalho.


     Um individuo que diz gostar do seu trabalho não implica dizer necessariamente que este goste igualmente de todos os aspectos existentes em seu trabalho, podem haver nivel de satisfação diferente entre estes aspectos(facetas) .



O indivíduo e a Organização, cap. 9 Satisfação no Trabalho e Comprometimento com a Organização



Link da imgem:
http://www.madeirense.com.br/ergonomia.html

Minha ótica em foco



Motivação na Organização


     Pesquisando na internet sobre o assunto encontrei este artigo, que aborda a motivação sobre a ótica de várias tendências psicológicas. É um pouco extenso mas é bem suncinto e de fácil compreensão.


      Motivação é um termo que vem sendo empregado, geralmente, para designar os impulsos ou motivos que levam o ser humano a agir e vem sendo muito estudado por diversas correntes teóricas, principalmente pela psicologia, pressupondo que está intimamente ligado ao objeto de estudo dessa ciência: oser humano (WITTER; LOMÔNACO, 1984, p. 38).



      Para os behavioristas, que estudam o comportamento como sendo condicionado a estímulos, o homem ou mesmo um animal só emite algum comportamento se ele for recompensado (motivado) por alguma coisa ou alguém. Sem essa motivação ou estímulo, ele não emite comportamento nenhum, pois "o que motiva o comportamento são as conseqüências dos efeitos produzidos pelo comportamento passado do indivíduo, ou seja, a recompensa ou punição recebida” (AGUIAR, 1981, p. 143).



    Já teoria cognitivista, segundo Aguiar (1981, p.143), sugere que os indivíduos têm metas ou objetivos e que lutam para atingi-los, ou seja, o próprio objetivo é a motivação que o impele a agir. Kurt Lewin, o teórico que mais contribuiu sobre esse assunto na corrente cognitivista, sugeriu o contrário dos behavioristas: o comportamento humano não é condicionado a situações que este viveu no passado, mas pelos eventos que existem no momento em que o comportamento ocorre.

    Freud aborda a motivação relacionando-a com os instintos, que segundo a sua teoria, são as fontes de energia que move o homem. Assim, Freud explicita o determinismo biológico, pois para ele, os instintos (libido) que são herdados determinam o comportamento humano (AGUIAR, 1981, p.143). Entretanto, ao relacionar a motivação com os instintos, Freud mostra que as pessoas nem sempre têm consciência da motivação de suas ações, que muitas vezes são comandadas pela necessidade de liberação dos instintos. Ele enfatiza também a questão de dependência que o comportamento adulto mantém em relação às experiências vividas na infância. A ênfase dada ao passado e aos instintos caracteriza a abordagem histórica e o determinismo biológico da teoria psicanalítica (AGUIAR, 1981, p. 143-144). De acordo com Aguiar (1981, p. 144), Maslow foi um teórico que muito contribuiu no estudo da motivação humana. Sua abordagem tem origens no funcionalismo, no holismo da psicologia gestáltica e no dinamismo psicanalítico, considerando assim o ser humano em sua totalidade, com ênfase à integração dinâmica dos aspectos biológicos, psicológicos e sociais.



      A idéia central da teoria de Maslow é a existência de uma hierarquia das necessidades humanas, sendo que, apenas quando as necessidades inferiores forem satisfeitas, pelo menos em parte, é que surgirão as necessidades superiores. As necessidades humanas foram divididas formando a conhecida 'pirâmide de Maslow'. Na base da pirâmide estão as Necessidades Fisiológicas, que são as necessidades básicas do ser humano. Quando uma pessoa está carente de muitas coisas (comida, segurança, amor, etc.), as necessidades fisiológicas serão sua motivação principal. Se um indivíduo está com fome, todas as suas capacidades estarão voltadas para esse problema a fim de resolvê-lo. Assim, "os receptores e efetores, a inteligência, a memória e os hábitos podem ser definidos simplesmente como instrumento de gratificação da fome. As capacidades de que não são úteis para esse objetivo permanecem inativas e todos os desejos e interesses são esquecidos ou colocados em plano secundário." (AGUIAR, 1981, p.145).



À medida que as necessidades fisiológicas são satisfeitas surge as Necessidades de Segurança, que incluem estabilidade, proteção e ausência de medos, ameaças e ansiedades. Quando essas necessidades estão dominando o ser humano, passa a ser sua preocupação central satisfazê-las. O indivíduo põe todas as suas capacidades trabalharem em torno de sua segurança, sendo este seu objetivo principal. O homem necessita de amor, de amar e ser amado, de se relacionar, de afeto e, em certos momentos, essa necessidade se torna preponderante na vida do homem. A agitação da vida atual, determinada pela industrialização, dificulta a satisfação dessa necessidade, que é a de Afiliação e Amor. Segundo Maslow (apud AGUIAR, 1981, p. 145.), a não-satisfação dessa necessidade pode provocar um sofrimento que tem a mesma intensidade do sofrimento físico de uma pessoa faminta. A Necessidade de Estima é composta por necessidades cuja satisfação está diretamente relacionada à própria pessoa (necessidade de realização, adequação, independência, competência, confiança em enfrentar o mundo e de liberdade) e necessidades cuja satisfação depende da ação externa (necessidade de reputação, prestígio, status, poder, reconhecimento, apreciação, dignidade, atenção).



     Segundo Maslow (apud AGUIAR, 1981, p.145), necessidades de autoestima, auto-avaliação e estima dos outros são fundamentais em todos os seres humanos e a satisfação dessas necessidades leva a sentimentos de autoconfiança e de ser útil e necessário no mundo; enquanto que a nãosatisfação leva a sentimentos de inferioridade, falta de coragem. Outra necessidade que surge após a satisfação das demais é a de Auto- Atualização, que se refere ao desejo que as pessoas tem de desenvolver seu potencial. Está relacionada à curiosidade e envolve as necessidades de autorealização e de segurança, envolvendo o desejo de compreender, sintetizar, organizar, analisar, procurar relações e significados e de construir um sistema de valores. E por último, surge as Necessidades Estéticas completando a pirâmide com a busca do belo. Os seres humanos raramente atingem um estado de inteira satisfação. Sempre que uma necessidade é satisfeita, outra surge impulsionando o indivíduo a agir, pois a natureza da motivação é instável. Apesar de diferentes conceitos de motivação, sendo que nenhum é aceito universalmente, uma vez que várias correntes filosóficas e psicológicas a têm estudado, acredita-se em geral, que se trata de algo não observável diretamente; apenas inferimos sua existência observando o comportamento (MURRAY, 1978, p.20). O importante é notar que em quase todas as definições, senão em todas elas, se encontram implícitas ou explícitas a idéia de desejos, metas, objetivos, impulsos, necessidades, entre outros fatores (LOPES, 1980, p.14-15). Considerando que a motivação seja, então, o impulso que leva o homem a agir, surge uma grande discussão a respeito da influência da motivação no trabalho do homem. Para Likert (apud CORADI, 1998, p. 52), a administração de recursos humanos de uma organização é o principal desafio para o alcance de seus objetivos, sendo que a motivação, neste caso, é um forte aliado para um desenvolvimento satisfatório.



      Segundo Coradi (1998, p. 52), os fatores fundamentais da teoria de Likert são: a) para um desempenho global na organização, é necessária a existência de um clima de confiança recíproca entre todos seus membros; b) o estado de alta motivação deve ser atingido a fim de afetar positivamente o desempenho da organização. Para que este fato ocorra, a organização deve se preocupar com aspectos como: reconhecimento, aspectos de segurança, desejo de desenvolver novas experiências, entre outros; c) as medidas de desempenho devem ser utilizadas para autocontrole e não para criar controles rígidos e hostis às pessoas, com o risco de inibir a motivação para o trabalho. Likert afirma ainda que com as condições acima preenchidas, os funcionários se sentiriam valorizados pelos superiores e pela organização e, em troca dessa valorização atingiriam padrões aceitáveis de desenvolvimento e desempenho (CORADI, 1998, p. 52).



     A fraca ou a falta de motivação dos trabalhadores, segundo Levy ([S/D], p.48), pode ocasionar baixa produtividade, conflitos pessoais, greves, faltas ao trabalho, entre outros. Por outro lado, se o trabalhador for motivado, isso pode estimular sua criatividade, proporcionar um bom desempenho profissional, espírito de grupo, maior empenho no cumprimento de seus deveres, aumento da auto-estima, dentre outros fatores. Herzberg (apud AGUIAR, 1981, p. 161), em sua teoria da motivação no trabalho, faz a distinção entre motivação e satisfação no trabalho. Denomina de fatores higiênicos os fatores que levam à satisfação no trabalho e estes estão relacionados com as condições em que o trabalho é realizado. Já os fatores motivacionais são aqueles que estão diretamente relacionados com a tarefa ou o trabalho a ser realizado e influenciam diretamente a produtividade dos membros da organização. Herzberg (apud AGUIAR, 1981, p. 161) define a supervisão, as relações interpessoais, as condições físicas no trabalho, o salário, a política organizacional, os processos administrativos, o sistema gerencial e benefícios e a segurança no trabalho como sendo os fatores higiênicos. Esses fatores são necessários, porém não são suficientes para promover a motivação e a produtividade dos membros da organização. Se houver deterioração de qualquer desses fatores abaixo do nível aceitável pelo membro da organização, surgirá a insatisfação, levando a formas de atitudes negativas. Indica como fatores motivacionais a liberdade, a responsabilidade, a criatividade e a inovação no trabalho.



      Os fatores que levam à formação de atitudes positivas no trabalho, ou seja, os fatores que motivam os indivíduos, são os que possibilitam a satisfação de sua necessidade de auto-realização no trabalho, pois, “é na realização da tarefa que o indivíduo deverá encontrar a forma e os meios de desenvolver sua criatividade, de assumir a responsabilidade de ser independente e livre. É na tarefa, portanto, que o indivíduo será motivado.” (AGUIAR, 1981, p. 161) Ao lidar com os fatores higiênicos, promovendo melhores condições de trabalho, as conseqüências serão uma maior aceitação da organização por parte de seus membros, diminuição da rotatividade e manutenção de um padrão de produtividade estável, entre outros fatores. Não resultarão, contudo, em aumento de motivação, mas criarão as condições necessárias para que as pessoas venham a ser motivadas. (AGUIAR, 1981, p. 162).







FRAGMENTO RETIRADO DO ARTIGO:



CARAVIERI, Dayane; SILVESTRE, Adriana. Motivação na Organização: Um aumento da produtividade e da auto-estima e melhora dos relacionamentos dentro de uma industria do setorcalçadista da cidade de franca.

LINK: http://unifacef.com.br/novo/publicacoes/IIforum/Textos%20IC/Dayane%20e%20Adriana%20Gera.pdf

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Melhores Filmes Psicologia Comportamental

E já que as férias estão chegando e a disciplina está no seu final, seguem abaixo alguns bons filmes que tratam de temas relativos a Psicologia Comportamental:
1- Borderline - Além dos Limites
2- Ilha do Medo
3- Seven - Os Sete Crimes Capitais
4- A Trilha
5- Janela Secreta
6- O Amigo Oculto
7- Cisne Negro
8- Shelter (2010)
9- Reine Sobre Mim 
10- A Menina no País das Maravilhas 

História da Psicologia e suas Idéias

A Grécia antiga é considerada o berço da cultura ocidental por lá terem se desenvolveram a filosofia, a matemática, a ciência, a política, a arte e outros campos do conhecimento e do agir humano, incluindo aí a psicologia. Segue abaixo um incrível podcast sobre este enorme legado deixado e um texto que explana, para melhor entendimento, a psicologia de forma geral a psicologia desde o seu surgimento até os dias atuais.



A PSICOLOGIA ENTRE OS GREGOS: OS PRIMÓRDIOS

        
è Com a evolução dos povos e as construções das primeiras cidades, crescimento, riquezas para a arquitetura, agricultura e a organização social houve os avanços na Física, Geometria, nas teorias políticas.
è Esses avanços permitiram que o cidadão se ocupasse das coisas do espírito, como a Filosofia, e a Arte.


Filósofos gregos – tentativa de sistematizar a PSICOLOGIA

Termo Grego -> Psyché = alma      Estudo da alma

      Logos   = razão

A alma ou espírito era concebido como parte imaterial do ser humano e englobaria o pensamento, os sentimentos de amor e ódio, a irracionalidade, o desejo, a sensação e a percepção.

Os filósofos pré-socráticos preocupavam-se em definir a relação do homem com o mundo através da percepção.

è Havia uma oposição entre os idealistas e os materialistas.


Sócrates (469-399 a.C.) -> Psicologia na antiguidade ganha consistência:

Limite que separa o homem dos animais -> razão
Esta teoria postulava que, a razão permitia ao homem sobrepor-se aos instintos que seria a base da irracionalidade.
Platão (427 – 347 a.C) -> Discípulo de Sócrates.

Procurou definir um “lugar” para a razão no nosso próprio corpo, e este lugar seria a cabeça, onde portanto se encontraria a “alma” do homem.
A medula seria, portanto o elemento de ligação da alma com o corpo. Este elemento de ligação era necessário porque Platão concebia a alma separada do corpo. Quando alguém morria, a matéria (o corpo) desaparecia, mas a alma ficava livre para ocupar o outro corpo.



Aristóteles (384 – 322 A. C) -> Discípulo de Platão.

Postulava que tudo aquilo que cresce, se reproduz e se alimenta possui a sua “psyché” ou “alma”. Desta forma , os vegetais, os animais, e o homem teriam alma.

Estudou as diferenças entre RAZÃO, PERCEPÇÃO E SENSAÇÃO -> “Da anima” que pode ser considerado o 1º tratado em Psicologia.



2.300 anos antes do advento da Psicologia científica os Gregos já haviam formulado duas “Teorias”:
 platônica, que postulava a imortalidade da alma e a concebia separada do corpo,
 aristotélica, que afirmava a mortalidade da alma e a sua relação de pertencimento ao corpo.

A PSICOLOGIA NO IMPÉRIO ROMANO E NA IDADE MÉDIA:


Uma das principais características desse período é o aparecimento e desenvolvimento do cristianismo – uma força religiosa que passa a força política dominante.
Portanto, falar em psicologia nesse período é relacioná-la ao conhecimento religioso, já que, ao lado do poder econômico e político, a igreja católica também monopolizava o saber e, conseqüentemente o estudo do psiquismo.


Neste sentido, dois grandes filósofos representaram esse período: Santo Agostinho (354-430) e São Tomás de Aquino (1225- 1274).


Santo Agostinho, inspirado em Platão também fazia uma cisão entre alma e corpo, acrescentando que a alma era, além da sede da razão também a prova de uma manifestação divina no homem.


São Tomás de Aquino viveu num período que prenunciava a ruptura da Igreja Católica, e o aparecimento de protestantismo – uma época que preparava a transição para o capitalismo, com a revolução francesa e a revolução industrial na Inglaterra.

 Essa crise econômica e social leva ao questionamento da Igreja e dos conhecimentos produzidos por ela; sendo necessário encontrar novas justificativas para a relação entre Deus e o homem.

São Tomás de Aquino foi buscar em Aristóteles a distinção entre essência e existência, postulando que o homem, na sua essência, busca a perfeição através da sua existência; sendo que essa busca do homem pela perfeição só seria possível pela busca de Deus.

A Psicologia no Renascimento

Renascimento ou Renascença, marca o início de uma época de transformações radicais no mundo europeu.

 A transição para o capitalismo começa uma nova forma de organização da vida econômica e social, acontece então um processo de valorização do homem, e as transformações acontecem em todos os setores da produção humana.


# 1300 - Dante escreve “A Divina Comédia”.

# entre 1475 e 1478 – Leonardo da Vinci pinta o quadro “Anunciação”.

# 1484 – Boticelli pinta o “Nascimento de Vênus”.

# 1501- Michelangelo esculpe o “Davi”.

# 1513- Maquiavel escreve “O Príncipe”, obra clássica da política.


As ciências conhecem um grande avanço. O conhecimento tornou-se independente da fé, os dogmas da Igreja foram questionados.

A Racionalidade do homem apareceu, então como a grande possibilidade de construção de conhecimentos.
Esse avanço na produção de conhecimentos propicia o início da sistematização do conhecimento científico.






A ORIGEM DA PSICOLOGIA CIENTÍFICA:


Sociedade Feudal

Modo de produção voltado para a subsistência, sendo a terra a principal fonte de produção.
Hierarquia rígida estabelecida, não havendo mobilidade social:- relação senhor x servo.
          Autoridade tinha crédito da verdade.



     Capitalismo

O universo foi posto em movimento.
O homem passou a ser concebido como um ser livre, capaz de construir seu futuro.
Questionou-se a hierarquia.
O servo, liberto de seu vínculo com a terra, pode escolher seu trabalho e seu lugar social.
A racionalidade do homem tornou-se grande possibilidade de construção do conhecimento.
O conhecimento tornou-se independente da fé.
A burguesia, que disputava o poder e surgia como a nova classe social e econômica, defendia a emancipação do homem para emancipar-se também.
Era preciso questionar a natureza como algo dado para viabilizar a sua exploração em busca de matérias-primas; desta forma eram dadas às condições materiais para o desenvolvimento da ciência moderna.

Sendo então: O conhecimento como fruto da razão.

                       A possibilidade de desvendar a natureza e suas leis pela observação rigorosa e objetiva.

                       A necessidade dos homens construírem novas formas de produzir conhecimento, que não fossem estabelecidos pelos dogmas religiosos e/ ou pela autoridade eclesial.

                      Houve a necessidade da Ciência.


SÉCULO 19:

Em meados deste século, é que os problemas e temas da psicologia, que até então eram estudados exclusivamente por filósofos, passam a ser, também, investigados pela fisiologia e pela Neurofisiologia.

Os avanços nesta área levaram a formulação de teorias sobre o sistema nervoso central, demonstrando que o pensamento, as percepções e os sentimentos humanos eram produtos deste sistema.

O capitalismo trouxe consigo também “a máquina”. Todo o universo passou a ser pensado como uma máquina, isto é, podemos conhecer o seu funcionamento, a sua regularidade, o que nos possibilita o conhecimento de suas leis. Essa forma de pensar atingiu também as ciências do homem.

Para se conhecer o psiquismo humano passa a ser necessário compreender os mecanismos e o funcionamento da máquina de pensar do homem – seu cérebro.

Assim, a Psicologia começa a trilhar os caminhos da Fisiologia, Neuroanatomia e Neurofisiologia.



A PSICOLOGIA CIENTÍFICA

A psicologia moderna nasceu na Alemanha no final do século 19, na universidade de Leipzig, com Wundt, Weber , Fechner, e o inglês Edward B. Tichner, e o americano William James.

Seu status de ciência  é obtido à medida que se “liberta” da Filosofia, e desta forma sob os novos padrões de produção de conhecimento, passam a :

1.   definir seu objeto de estudo ( o comportamento, a vida psíquica, a consciência);
2.   delimitar seu campo de estudo, diferenciando-o de outras àreas de conhecimento, como a Filosofia e a Fisiologia;
3.   formular métodos de estudo deste objeto;
4.   formular teorias enquanto um corpo consistente de conhecimentos na área.

Essas teorias devem obedecer aos critérios básicos da metodologia científica, isto é, deve-se buscar a neutralidade do conhecimento científico, os dados devem ser passíveis de comprovação, e o conhecimento deve ser cumulativo e servir de ponto de partida para outros experimentos e pesquisas na área.

Embora a psicologia científica tenha nascido na Alemanha, é nos Estados Unidos que ela encontra campo para um rápido crescimento, na vanguarda do sistema capitalista, surgindo as primeiras abordagens ou escolas em Psicologia, que são:


Funcionalismo, de William James (1842-1910).

Estruturalismo, de Edward Titchner (1867 – 1927).

Associacionismo, de Edward L. Thorndike (1947 – 1949).


O Funcionalismo

Para o Funcionalismo o que importa responder: “o que fazem os homens” e “porque o fazem”.
E para responder isto, W. James elege a consciência como o centro de suas preocupações e busca a compreensão de seu funcionamento, na medida em que o homem a “usa” para adaptar-se ao meio.

O Estruturalismo
A preocupação do estruturalismo também é a consciência, mas de forma diferente Titchner, irá estudá-la em seus aspectos estruturais, isto é, os estados elementares da consciência como estrutura do sistema nervoso central; e prevalece o método de observação, sendo os conhecimentos psicológicos produzidos eminentemente experimentais, isto é, produzidos a partir do laboratório.
Esta escola foi inaugurada por Wundt, mas foi Titchner, seu seguidor, que usou o termo estruturalismo para diferenciá-la do Funcionalismo.

O Associacionismo
Edward L. Thorndike revelou sua importância através da formulação da primeira teoria de aprendizagem na Psicologia.
O termo associacionismo tem origem da concepção de que a aprendizagem se dá por um processo de associação de idéias – das mais simples às mais complexas.
Thorndike formulou a Lei do Efeito, que viria a ser de grande utilidade para a Psicologia Comportamentalista. De acordo com essa lei, todo comportamento de um organismo vivo (um homem, um pombo, um rato, etc) tende a se repetir, se nós recompensarmos (efeito) o organismo assim que este emitir o comportamento. Por outro lado, o comportamento tenderá a não acontecer, se o organismo for castigado(efeito) após sua ocorrência. E, pela Lei do Efeito, o organismo irá associar essas situações com outras semelhantes.


AS PRINCIPAIS TEORIAS DA PSICOLOGIA NO SÉCULO 20

As três mais importantes tendências teóricas da Psicologia neste século são:

Behaviorismo ou Teoria S-R (Stimuli –Respond / Estímulo – Resposta)- Nasce com Watson, nos Estados Unidos e tornou-se importante por ter definido o fato psicológico de modo concreto, a partir da noção de comportamento.

Gestalt- Nasce na Europa e, postula a necessidade de se compreender o homem como uma totalidade.

Psicanálise- Nasce com Freud, na Áustria, a partir da prática médica, recupera para a Psicologia a importância da afetividade e postula o inconsciente como objeto de estudo, quebrando a tradição da Psicologia como a ciência da consciência e da razão.

Bibliografia
BOCK, ANA M. BAHIA / FURTADO, ODAIR / TEIXEIRA, MARIA DE LOURDES TRASSI.  PSICOLOGIAS : UMA INTRODUCAO AO ESTUDO DE PSICOLOGIA. SAO PAULO, BR : SARAIVA. 1995



Mais um pouco sobre a psicanálise


O que é Psicanálise?


A psicanálise basicamente consiste em três coisas:

·      Um método de investigação da mente. E, especialmente, da mente inconsciente;
·      A terapia da neurose inspirado no método acima;
·      Uma nova isolada disciplina que se baseia no conhecimento adquirido a partir da aplicação do método de investigação e experiências clínicas.

Hoje a psicanálise é muito familiar para o grande público após ter sido rejeitada por um longo tempo. A psicanálise espalhou-se por toda parte, mas não  devido ao interesse incitado pelo seu método terapêutico. Poderiamos até dizer que a terapia foi ofuscada pelas virtudes da psicanálise aplicada. A psicanálise aplicada na literatura, sociologia, antropologia e etnologia da religião e mitologia, suscitado o interesse de um público que não tinha inclinação para o reino clínico.
Introdução ás Técnicas Psicanalíticas

 Como sabemos, a psicanálise está interessada na exploração do inconsciente, a fim de curá-lo. A este respeito, aplicam-se técnicas específicas ou métodos que pretendo apresentar nesta seção. Estes métodos foram desenvolvidos por Sigmund Freud, considerado por muitos como  "O Pai da psicanálise"

A seguir está uma pequena lista de algumas dessas principais técnicas:
Anamnese - assemelha-se perfeitamente em certa medida, à anamnese clássica conhecida na prática da medicina geral. Ou seja, consiste em uma entrevista feita por um profissional de saúde visando a interpretação do histórico pessoal do paciente, eventos que podem estar relacionados com a causa da patologia facilitando seu diagnóstico e tratamento.


neurótico do paciente.



Método da Associação Livre - Este método substituiu a hipnose na terapia de Freud. Consiste na recolha das associações livres fornecidos pelo paciente durante a cura. Durante o tratamento o paciente é encorajado a dizer tudo o que lhe vem na cabeça. O profissional analisa e tenta entender os conflitos internos e impulsos reprimidos que estão presentes nos sintoma


A Interpretação e Análise dos Sonhos - Ao longe, a técnica mais importante psicanalítica, também chamada de estrada real para o inconsciente por Freud, a interpretação dos sonhos é considerado por ele um meio insubstituível de acesso ao inconsciente. Sigmund Freud é o autor do livro mais importante já escrito sobre os sonhos, intitulado “Interpretação dos Sonhos

A  Interpretação e Análise dos Símbolos - símbolos ocorrem nos sonhos, fantasias, contos de fadas entre outros lugares, e eles podem ser interpretados da mesma forma como os sonhos. Freud afirma que a maioria de tais símbolos são sexuais.